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Algodão Agroecológico no Semiárido é destaque no jornal Valor Econômico

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Os benefícios da plantação do Algodão em Consórcios Alimentares Agroecológicos, ação implantada no Semiárido nordestino pelo Projeto Dom Helder Camara (SDT-MDA/FIDA/GEF) em parceria com a Embrapa Algodão e Esplar, foram pauta de reportagem de página inteira no jornal Valor Econômico.

 

Escrita pela jornalista Andrea Vialli, que viajou ao Ceará para acompanhar a intervenção artística realizada pelo Projeto Ouro Branco, da empresa franco-brasileira VERT, que produz tênis feitos com algodão orgânico, a reportagem destacou a importância da ação do Algodão em Consórcios Agroecológicos, a qual envolve mais de 900 famílias agricultoras nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

 

De acordo com Fábio dos Santos Santiago, um dos méritos do sistema de produção de algodão com outras culturas é manter sob controle a infestação do bicudo-do-algodoeiro, principal praga que dizimou as plantações do Ceará na década de 1980. "As técnicas agroecológicas também permitem evitar o desgaste do solo e diminuem a necessidade de abertura de novas áreas de plantio, reduzindo a pressão sobre a Caatinga", explica. O uso de fertilizantes e defensivos naturais também ajuda a preservar os escassos recursos hídricos da região, onde só chove - e pouco - durante três a quatro meses por ano.

 

A matéria também traz o relato dos beneficiados pela ação, como o agricultor João Félix, que mora no povoado de Riacho do Meio, no município de Choró, no Ceará. Beneficiado pela reforma agrária e pelo programa do governo federal de instalações de cisternas para armazenamento da água da chuva, Félix diz que a vida no semiárido melhorou nos últimos dez anos. "Nossos filhos já não pensam em ir embora do sertão", conta ele. "Pelo contrário, estão estudando e se especializando para trabalhar com a agroecologia", afirma o agricultor.

 

Intervenção artística do projeto Ouro BrancoIntervenção artística do projeto Ouro BrancoOutro ponto destacado na reportagem é o comércio justo, praticado pela Vert. François-Ghislain Morillion e Sébastien Kopp, sócios fundadores da empresa criada em 2004 na capital francesa Paris, viajam anualmente ao sertão do Ceará para negociar a compra da matéria-prima diretamente com os agricultores. Graças a essa relação sem intermediários, os empresários conseguem pagar um valor acima da média de mercado para o algodão orgânico produzido na região. Só em 2013, a Vert comprou 500 quilos de pluma de algodão a um preço de R$ 7,39 o quilo - um preço 65% superior ao praticado no mercado.

 

Para conferir a reportagem na íntegra, clique aqui.

 

   

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© Projeto Dom Helder Camara