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Missão Internacional vem a Pernambuco e conhece experiências apoiadas pela CEAHB

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CEAHB EM FOCO – Informativo semanal da Habitação em Pernambuco – 22/07/2008

 

Utilização do gesso na construção de casas populares foi apresentada aos membros do Projeto Nacional de Luta Contra a Pobreza Rural de Cabo Verde, na África

 

Pernambuco é um dos quatro estados brasileiros, a receber a delegação formada por membros do Projeto Nacional de Luta Contra a Pobreza Rural de Cabo Verde, na áfrica, e do Projeto Dom Helder Camara, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Na segunda-feira (21), o grupo foi recebido pelo presidente da Comanhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB), Jorge Carneiro, que apresentou as experiências apoiadas pela CEAHB no âmbito da utilização de tecnologias alternativas, como o gesso, na construção de casas populares no Estado.

 

A missão também visitou os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Os visitantes vieram ao Brasil em busca de alternativas para a redução do déficit habitacional no arquipélago africano, que possui cerca de 500 mil habitantes e é formado por dez ilhas de origem vulcânica, o que dificulta a extração da matéria-prima, a exemplo da reia, para construção de habitações de alvenaria convencional.

 

O interesse em visitar Pernambuco surgiu a partir da detenção do Estado do pólo gesseiro do Araripe, que é responsável por cerca de 95% de todo o gesso utilizado no Brasil. Na região, os municípios de Ouricuri, Araripina e Trindade são responsáveis pela produção do material gipsita. E, nesta ultima cidade, a CEHAB está construindo, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), o Sindicato das Indústrias do Gesso de Pernambuco (Sindugesso – PE) e a Prefeitura Municipal de Trindade, 40 casas populares que servirão de base para que a Caixa homologue a construção e inclua a aplicação dessa tecnologia nos programas de financiamento público.

 

“Em Pernambuco estamos com a utilização da tecnologia bem avançada. O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP) já homologou a utilização do gesso. Esta é uma solução que deve ser mostrada já que traz ganhos construtivos por causa da rapidez, da facilidade de transporte (que pode ser feito em pó ou em painéis) e do ponto de vista ambiental”, relatou Jorge Carreiro.

 

Para se ter uma idéia, uma casa de gesso, de 40 metros quadrados, fica pronta, em média, dentro de duas semanas. Já para construir uma casa de alvenaria, são necessários cerca de 30 dias. A delegação teve a oportunidade de conhecer de perto a experiência: no pátio da Cehab, uma casa de aproximadamente 39 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro foi construída com a utilização da tecnologia alternativa e serviu de exemplo para os visitantes.

 

O coordenador técnico do Sindugesso, William Carvalho, também participou do encontro e apresentou um vídeo sobre a extração e as diversas formas de utilização do gesso. “O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) já homologou a utilização da gipsita, ou seja, tecnicamente já é autorizada e não há restrição para a construção de habitações de gesso”, ressaltou William. Durante a apresentação ele também reforçou que o material é resistente e segura, sendo possível construir edificações verticais de até cinco andares, tendo como base a estrutura convencional de vigas, por exemplo.

 

Jorge Guimarães, responsável pela mobilização social do Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza de Cabo Verde, explica que “estamos aqui para vivenciar cada experiência e encontrar soluções que possamos aplicar a curto, médio e longo prazo em nosso país”.

 

   

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