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Produtores do Oeste começam a colheita do algodão orgânico

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Produtores de algodão de cinco municípios do Oeste estão em festa. Eles comemoram o primeiro ano de boa colheita desde o início do Projeto do Algodão em Processo Agroecológico. A ação, realizada através do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), Secretaria do Desenvolvimento Territorial (SDT), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Embrapa Algodão, tem como objetivo revitalizar a cotonicultura, através de uma prática mais sustentável.

Depois da perda da produção em 2009 e 2010, primeiro devido ao acumulado de chuva, segundo pela ausência dela, em 2011, as mais de 69 famílias envolvidas estimam uma produção de pelo menos 20 toneladas. Como os produtores beneficiam e só comercializam a pluma do produto, estima-se em mais de sete toneladas, a R$ 6,82 o quilo.

Toda essa produção já foi vendida para uma empresa francesa do ramo têxtil que só trabalha com o algodão orgânico. A aquisição é feita pelo Comércio Justo e Solidário, que, além de oferecer preços equitativos, ainda tem uma série de exigências, que vão desde como está sendo a produção, até como está a situação das pessoas que produzem tanto em casa como na associação.

Cada agricultor cultiva uma média de pouco mais de um hectare, dentro de um sistema de consórcio. Isso significa que o algodão é plantado junto com outras culturas, como o milho, feijão, sorgo, gergelim e amendoim. Da maneira como vem sendo produzido e por ganhar o selo IBD Certificações, o algodão produzido no Oeste está livre para ser comercializado tanto no Brasil como na Europa.

Como só a pluma interessa ao comprador, parte do caroço fica para o replantio, parte para doação aos novos envolvidos e o restante é destinado para ração animal.

COLHEITA

Embora a colheita seja muita, em comparação ao plantio do algodão tradicional, que além de ter menor produção é comercializada a pouco mais de R$ 15,00 a arroba do produto in natura (sem beneficiamento), a produção, realizada em pouco mais de 50 hectares, ainda está saindo da fase experimental.

Pelo menos 126 famílias integram o Projeto do Algodão em Processo Agroecológico e outras se interessaram em participar após o sucesso deste ano. A estimativa é que, se houver inverno, no próximo ano a colheita seja o dobro.

Recentemente, foi realizado um dia de campo na base da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Note (EMPARN), que possui uma miniusina de beneficiamento do algodão. Nesse encontro, os trabalhadores aprenderam sobre o descaroçamento, prensagem, fardamento e o rastreamento do algodão orgânico, além das normas de segurança que devem ser seguidas.

FESTA DA COLHEITA

Para comemorar a boa produção, as famílias do projeto de produção orgânica realiza a primeira festa da colheita do algodão em consórcio agroecológico do Estado. O evento acontecerá na próxima quinta-feira, 27, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi.

O evento envolve os cinco municípios produtores: Apodi, Olho D'água do Borges, Campo Grande, Janduís e Governador Dix-sept Rosado.

 

   

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