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Comunidade em Serra Branca agrega valor a cajucultura regional

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Duas Serras é o nome da comunidade no município de Serra Branca que vem fazendo um trabalho com agregação de valor na cultura do caju, trabalho que envolve 21 famílias através da Associação dos Agricultores da Comunidade Duas Serras, contando com o apoio financeiro do Ministério do Desenvolvimento Agrário através do Projeto Dom Helder Camara e trabalho técnico desenvolvido pela Coopagel, empresa responsável pela capacitação e acompanhamento das famílias agricultoras daquela comunidade.

 

Stúdio Rural conversou com o agricultor familiar, Manoel Lameu Neto, Ciné, residente naquela comunidade. Ele disse que começou a fazer o aproveitamento da castanha de caju com venda direta ao consumidor e  que com o projeto de beneficiamento passou a ter melhores lucros, estimulando-o ao plantio de novas mudas. “Agora com esse novo equipamento que apareceu lá eu já plantei sete hectares e vou plantar mais dois esse ano, com isso estou reflorestando a terra que está descampinada e também estou colhendo o produto”, argumenta Ciné, esclarecendo que tudo foi possível graças aos intercâmbios desenvolvidos pelas entidades de agricultores em outras comunidades a exemplo de Serra do Mel no Rio Grande do Norte. Em contato com as emissoras parceiras de Stúdio Rural, Lameu falou sobre a prática de plantio da cultura que ele faz levando em consideração a fase da lua, falou sobre a estratégia de preparação do solo, plantio das mudas com estratégia para levar ao solo de forma definitiva no período chuvoso e disse que uma das estratégias desenvolvida no local é o consórcio da cultura com a apicultura.

 

Stúdio Rural dialogou com o assessor técnico da Coopagel, Roberto de Oliveira Barros, falando sobre o trabalho que está sendo desenvolvido no local e ele garante que a produção do ano passado foi toda beneficiada pelas 21 famílias que ao término do beneficiamento conseguiram vender toda a amêndoa na própria região, trabalho que rendeu para algumas famílias até dois salários mínimos que somados aos tradicionais produtos da agricultura familiar passam a ter forte significado no orçamento familiar.

 

Roberto disse que ao todo foram beneficiados cerca de 18 mil quilos de castanha nos equipamentos da Associação e disse que grande parte da castanha produzida na região ainda é muito vendida diretamente ao atravessador, mas que com o projeto a expectativa é construir uma linha ampla de produtos em torno da cajucultura já que com as ações as famílias passam a ter produção e renda durante o ano todo. “O início da produção é a partir do início de novembro, se estende até janeiro, cada um já colhe seu fruto, já traz selecionado para a unidade de beneficiamento, é pago um preço justo de mercado e ele sai com aquele recurso”, argumenta, garantindo que as famílias trabalham num sistema de cultivo diversificado com produção animal e vegetal.

 

Barros falou sobre a importância dos agricultores se organizarem através de associações para o processo de capacitação e conquista de projetos que viabilizem a produção organizada, citando como exemplo o modelo de organização da Associação de Duas Serras. “Duas Serras ela começou associação antiga e eles não conheciam esse potencial que tinha a castanha, a pinha, o umbu e outras produções que eram comercializadas ao atravessador que comprava a preços irrisórios e achavam isso normal, passavam em sua casa pegavam sua produção, não pagavam a produção, pagavam quando fosse vendida. Então isso criou uma concepção, através de visitas de intercâmbio eles voltavam e diziam: se em qualquer outro local pode ser feito esse beneficiamento, porque não lá? E foram começando a discutir, buscar meios e caminhos, se organizaram principalmente nessa questão, se uniram que é 21 famílias unidas mesmo pra trabalhar e a partir daí eles buscaram parcerias através do Projeto Dom Helder, através da SDT(Secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA) e buscasse essas condições de beneficiamento pra eles e assim conseguiram”, reforça o assessor.

 

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

   

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